Fonte:Prefeita demite secretaria inteira
"Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível." (São Francisco de Assis)
domingo, 7 de novembro de 2010
Mais uma de nossa Prefeita de São Gonçalo/RJ
Fonte:Prefeita demite secretaria inteira
sábado, 16 de outubro de 2010
Perfis dos candidados à Presidência. Cuidado com ela!!!
A pose na foto acima (charutão cubano na boca) é copiada de seu mestre, líder, ídolo... Fidel Castro, aquele mesmo: genocida, ditador daquela triste ilha do Caribe.
Vejam que mulher meiga, delicada, gentil, educada e fofa... ela quase foi freira...
Quem é ela?
O pai dela - Pétar Russév (mudado para Pedro Roussef) - filiado ao Partido Comunista búlgaro, deixou um filho (Luben) lá na Bulgária e veio dar com os costados em Salvador, depois Buenos Aires e, ao fim, fez negócios em São Paulo.
Encantou-se com a professorinha de 20 aninhos, Dilma Jane da Silva (rica, filha de fazendeiro) e com ela casou e viveu em Belo Horizonte, tendo três filhos: Igor, Dilma - a guerrilheira - e Lúcia. Igor morreu em 1977.
Família classe A, com casa enorme, 3 empregadas e refeições servidas à francesa, com guarnições e talheres específicos. Tinham piano e professora particular de francês.
Dilma entrou primeiro numa escola de freiras - Colégio Sion - e, depois, no renomado Estadual Central.
Nas férias, iam de avião para Guarapari - ES e ficavam no Hotel Cassino Radium.
Dilma, ainda jovem, entrou para o POLOP - Política Operária - e depois mudou-se para o COLINA - Comando de Libertação Nacional.
Casou-se com Cláudio Galeno Linhares, especialista em fazer bombas com os pós e líquidos da farmácia de manipulação do seu pai.
Sua primeira aula de marxismo foi-lhe dada por Apolo Heringer e, pouco depois, estava em suas mãos o livro: "Revolução na Revolução", de Régis Debray, francês que mudou-se para Cuba e ficou amigo do Fidel e mais tarde, acompanhando Guevara, foi preso na Bolívia.
Aos 21 anos, Dilma partiu para o RJ a fim de se esconder dos militares, após o frustrado assalto ao Banco da Lavoura de Sabará.
No Rio, ainda casada, apaixonou-se por Carlos Franklin Paixão de Araújo, o chefe da dissidência do Partidão; então, chegou, de chofer, e disse para o marido: "Estou com o Carlos!". Carlos vivia antes com a geógrafa Vânia Arantes e, sedutor, já havia tido outras sete mulheres, aos 31 de idade.
Com ele, Dilma participou da fusão COLINA/VPR (esta do Lamarca), que deu origem, em Mongaguá, à Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares, cujo estatuto dizia: Art.1º - A Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares é uma organização político-militar de caráter partidário, marxista-leninista, que se propõe a cumprir todas as tarefas da guerra revolucionária e da construção do Partido da Classe Operária, com o objetivo de tomar o poder e construir o socialismo.
Foi em Mongaguá, litoral paulista, que se traçou o plano da "Grande Ação", que se deu em 18 de julho de 1969, com o assalto e roubo do cofre da casa da amante do Ademar de Barros, em Santa Teresa /RJ, que rendeu-lhes 2,5 milhões de dólares, cofre aberto em Porto Alegre à maçarico, pelo metalúrgico Delci .
Mas a organização se dividiu entre "basistas" - que defendiam o trabalho das "massas" e junto às "bases", e os "militaristas", que priorizavam a imediata e constante luta armada comunista.
A disputa pelo butim dolarizado foi ferrenha! Dilma era chamada de "Joana D'Arc da subversão".
Então foi para São Paulo onde dividia um quarto com Maria Celeste Martins, hoje sua assessora imediata no Planalto. Dedurada por José Olavo Leite Ribeiro - mantinha com ela três contatos semanais.
Depois de vários ataques, foi presa armada, em um bar da Rua Augusta, juntamente com Antônio de Pádua Perosa; depois, entregou à polícia seu amigo Natael Custódio Barbosa.
Enquanto isso, Carlos Araújo teve um romance tórrido com a atriz Bete Mendes, da TV Globo.
Dilma saiu do presídio em 1973 e foi para Porto Alegre, reatar com o Carlos infiel.
Hoje, Carlos Araújo mora sozinho com dois vira-latas (Amarelo e Negrão), numa casinha às margens da lagoa do Guaíba, em Porto Alegre. Ele tem enfisema pulmonar e está com 71 anos.
Diz que é feliz, mesmo com a ex-esposa como Ministra e candidata do vivo e sagaz apedeuta fronteiriço à Presidência.
Eis aí uma "síntese / sintética / resumida" da vida da Dilma Roussef que está sendo apresentada pelo Lula como a pessoa ideal para governar este país.
Em se tratando deste povo brasileiro (batuque, bola, bolsa-família e bunda), tudo pode se esperar, infelizmente.
(RECEBIDO POR E-MAIL) FONTE DESCONHECIDA.
domingo, 26 de setembro de 2010
Todo ponto de vista é um ponto…
“Todo ponto de vista é um ponto. Mas existem tantos “porém” atrás dele…”
“Hoje, a frente da Filosofia, aparecem e crescem a ANÁLISE DE POLÍTICAS PÚBLICAS, O PAPEL DO ESTADO E A RESPONSABILIDADE SOCIAL, A GESTÃO DA MÁQUINA PÚBLICA, A GESTÃO DE MUDANÇAS NO ÂMBITO ORGANIZACIONAL, ETC.” (BOM, NÃO QUERO INFLUENCIAR NINGUÉM, SOMENTE PARTILHAR O QUE RECEBI)
PESSOAL, RECEBI ESTE ARTIGO POR E-MAIL E ACHEI INTERESSANTE PARTILHAR AQUI, A QUEM INTERESSAR POSSA, A FIM DE QUE CADA UM TENHA O SEU PONTO DE VISTA.
POR HORA NÃO OPINAREI. MAS SE ALGUÉM ASSIM DESEJAR, É SÓ PERGUNTAR, OK?
ACREDITO QUE O INTERESSANTE NA VIDA É O QUESTIONAMENTO, SEJA LÁ DE QUAL HOMEM FOR E/OU VIER.
ABRAÇO A TODOS!
Quinta-Feira, 23 de setembro de 2010
| 23.09.10 - BRASIL |
A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma
Leonardo Boff *
Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o "silêncio obsequioso" pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o "Brasil Nunca Mais", onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.
Esta história de vida me avaliza fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a mídia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de ideias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.
Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando veem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como "famiglia" mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos de O Estado de São Paulo, de A Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja, na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem desse povo. Mais que informar e fornecer material para a discussão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.
Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido a mais alta autoridade do país, ao Presidente Lula. Nele veem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.
Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.
Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma), "a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e não contemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes, nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo -Jeca Tatu-; negou seus direitos; arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação; conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)".
Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles têm pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascendente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidente de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.
Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados, de onde vem Lula, e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coronéis e para "fazedores de cabeça" do povo. Quando Lula afirmou que "a opinião pública somos nós", frase tão distorcida por essa mídia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da mídia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palavra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.
O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.
Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão social e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituídas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas, importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.
O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, ao fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA, que faz questão de não ver; protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra, mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.
O que está em jogo neste enfrentamento entre a mídia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocolonial, neoglobalizado e, no fundo, retrógrado e velhista; ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes?
Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das más vontades deste setor endurecido da mídia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construído com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.
[Teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra].
* Teólogo, filósofo e escritor
[http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=51181 – Acesso 23.09.2010]
terça-feira, 13 de julho de 2010
Coisas de minha vida
Estou sumida, eu sei. Faz tempo que não passo por aqui e deixo algo novo.
Não irei ficar falando que é por falta de tempo porque as pessoas mais ocupadas do mundo sempre arrumam tempo para tudo. Ouvi esta frase uma vez e me identifiquei muito com ela. Mas não me lembro o autor. Quem souber, por favor, diga-me para eu dar os devidos créditos neste blog.
Confesso que tenho estado sem inspiração. Não sei se devido ao cansaço…Cheguei num tempo que precisei, resolvi, tomei a decisão de me mexer. Sou da opinião que quando algo incomoda, está na hora de sair do marasmo, do comodismo e ir em busca dos sonhos ou da continuidade ou complementação do mesmo. O meu coração está inquieto e precisa se aquietar. Nada de ruim não. Ao contrário, coisas boas. Acredito eu que o que nos impulssiona para a frente e nos faz crescer, de qualquer forma, visando coisas boas e para o bem, devemos correr e buscar, até o coração se aquietar.
Estou me sentindo livre. Há algum tempo me sentia aprisionada. Agora esta sensação de liberdade tem me proporcionado muitas coisas boas. Então resolvi RECOMEÇAR. Recomeçar o que havia parado e começar algo novo. Não gosto muito de falar de meus projetos, antes que eles se concretizem. Mas os que me conhecem devem imaginar que o que me refiro segue a linha profissional, que irá refletir na familiar ou a espiritual que também irá refletir na familiar e na profissional.
Faz tempo que não me envolvia com tantas coisas ao mesmo tempo – pós graduação, cursos de capacitação profissional, treinamento e retomando os estudos para respirar outros ares, noutros lugares mais promissores. E a cabeça já lá na frente, pensando no que irei fazer quando terminar a pós. Mas sempre pondo tudo nas mãos do Pai, que é o único que sabe o que é melhor para mim.
Neste período de tempo conheci novas pessoas, não vou falar em amizade porque já seria uma passo maior do que minhas pernas. E isso não é tão fácil para mim. E podei outras que estavam me fazendo mal. Quando eu vejo ou sinto que algo ou alguém está me fazendo mal…tchau! Não sou masoquista. Já fui…infelizmente. Mas passou, felizmente.Porém, dentro de minha espiritualidade, faço o que devo ser feito em relação a situação…ou pelo menos tento. Sou meio dura na queda pra determinadas coisas, pessoas e situações. Faz parte. Além de fazer parte a superação.
Sinto coisas tão estranhas acontecendo comigo. Mas não se preocupem, são coisas boas. Talvez seja porque o novo muitas vezes assusta. Mas estou gostando muito desse movimento novo – DO RECOMEÇAR E DO COMEÇAR. O foco já existe e meu olhar estar fixo nele. A caminhada e a busca continuam.
Abraço Grande.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
O Silêncio: o porteiro da vida interior
É necessário escutar bem para falar bem e na hora certa
Muito me incomoda, em nossos tempos modernos, o barulho generalizado, ou seja, a falta de silêncio interior e exterior também para podermos rezar, tomar decisões, escutar a Deus, a si mesmo e aos outros. Outro dia fui ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida e li numa das colunas internas do santuário o apelo: "Silêncio é também oração!" Parece que diante de tudo que a gente vive é necessário falar o tempo todo, pouco se faz silêncio, um dos motivos, penso eu, é que, na verdade, nós temos medo do que vamos ouvir, por isso, o silêncio nos incomoda tanto.
É verdade que o silêncio é imprescindível para rezar, mas não só para isso. Para qualquer diálogo é preciso escutar, calar e ouvir o outro. Nós aprendemos a falar porque escutamos nossos pais e irmãos falando e começamos a dizer as primeiras palavras. É necessário escutar bem para falar bem e na hora certa. É necessário ouvir para aprender. Silenciar para se ter coragem para reconhecer o homem interior. É uma viagem tão pequena a que se faz da mente ao coração, mas nós temos um medo muito grande de realizá-la, porque não sabemos o que vamos encontrar. Muitas vezes, porque o sabemos não temos coragem de nos recolher no coração e deparar com alguns monstros bem conhecidos.
Existem alguns níveis de silêncio que fogem, muitas vezes, do padrão, pois esse estado não é somente ausência de barulho.
É verdade que o primeiro nível de silêncio é o exterior, que pode incomodar muito e interferir em nossa vida e em nossa saúde. “Sem recolhimento não há profundidade” e vivemos na superficialidade, fazendo muito barulho para não escutar os gritos do nosso interior. Exemplo disso é o barulho das grandes cidades, que hoje é um problema de saúde pública; por essa razão, há muitas famílias procurando residências afastadas dos grandes centros e se mudando para sítios e cidades menores. A necessidade do silêncio para descansar o corpo e a alma.
O silêncio interior é, antes de tudo, o mais necessário e imprescindível para o ser humano, para o seu equilíbrio, para discernir e tomar decisões, para ouvir a sua consciência. Mesmo porque haverá momentos em que, mesmo em meio a muitas pessoas conversando, trabalhando ou até se divertindo, isso não vai nos incomodar porque há silêncio interior dentro de nós. Por isso, a ausência de barulho interior, de agitação, de nervosismo e de distração é essencial para a vida de todo ser humano.
Este estado de espírito se desenvolve em nós quando construímos e temos a PAZ. Esta paz não é somente ausência de guerra, de confusão, de brigas; ela provém de um caminho de maturidade e equilíbrio que vamos fazendo em nossa vida, de escolhas, de pessoas que caminham conosco, pois o grupo ao qual nos associamos pode nos tirar ou nos dar a paz, e isso influencia diretamente em nosso interior, no silêncio ou no barulho e confusão que transmitimos. Daí nós nos tornamos promotores da paz ou da confusão, do silêncio ou do barulho.
"Shalom" é o nome da paz do Ressuscitado, uma PAZ completa que atinge o corpo e a alma de cada homem e mulher, que ultrapassa as condições externas e nasce de uma experiência interior, de uma coragem de encarar a vida e de escutar as vozes de dentro e de fora. Jesus disse para os discípulos, com medo e escondidos: “Deixo-vos a Paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração” (cf. João14, 27). Quando Deus visita o interior de nosso coração nasce a Paz, o SILÊNCIO e a Coragem.
Por isso, silêncio não é somente uma questão de "PSIU"! E como é chato ter a necessidade de fazer ou ver e ouvir alguém colocando o dedo indicador na boca e fazendo esse barulho "PSIU", que mais irrita do que resolve. O que resolve, na verdade, é a Paz, o "Shalom", que é a mãe do silêncio interior a transbordar para nossa vida exterior. Desejo para você a Paz, para que possa ter o silêncio e as condições para decidir e viver melhor a vida! Se o silêncio é o porteiro da vida interior, façamos, com coragem, essa viagem preciosa ao mundo desconhecido de nossa alma: nossa consciência e você verá que a conhecendo encontrará mais surpresas agradáveis.
Convido a rezar comigo essa oração a Virgem Mãe do Silêncio:
Oração: Virgem do Silêncio, Tu que ouve nossas vozes, ainda que não falemos, pois compreende no movimento de nossas mãos a linguagem de nossos corações. Não te pedimos Senhora, que nos dê a voz e o ouvido para nossos corpos, mas sim que nos conceda entender a Palavra do teu Filho e o discernimento dos espíritos. Chegar a Ele com amor para salvação de nossas almas.
Queremos amar nosso silêncio para evitar a calunia, o ódio e o pecado, e calando dar testemunho de nossa fé. Queremos oferecer-te o silêncio no qual vivemos para que todos te chamemos de Mãe e sejamos verdadeiros irmãos, sem ódios, nem rancores, como filhos teus. Pedimos que traduza nosso arrependimento, nossas palavras quando não conseguimos expressar diante do teu Filho, na hora das decisões, da morte, para que na outra vida, possamos ouvir e falar cantando tua louvação por toda a eternidade. Amém
.“Sua mãe [Santíssima Virgem Maria] guardava todas estas coisas no coração” (Lucas 2,51).
Minha bênção fraterna+
Fonte:Padre Luizinho - Comunidade Canção Nova
http://blog.cancaonova.com/padreluizinho/
quarta-feira, 5 de maio de 2010
CONFIRMAÇÃO
O SENHOR ACABOU DE ME CONFIRMAR NESTE EXATO MOMENTO O POST ABAIXO : “A QUESTÃO DO PERDÃO.”
PRECISAVA DIZER ISSO PARA SABEREM QUE NÃO VEIO SOMENTE DE MINHA HUMANIDADE.
GRATA,
DEUS ABENÇÕE A TODOS.
sábado, 1 de maio de 2010
A questão do perdão
Difícil entender, compreender e lidar com a questão do perdão.
A Bíblia diz que quem ama mais perdoa mais ou quem perdoa mais ama mais.
Cada ser humano é um ser único, complexo, diferente de todos os outros. E a minha vivência me ensina que isso é algo rico, pois nas diferenças, embora muitas vezes não consigamos perceber, podemos construir muitas coisas boas, com o somatório das “boas diferenças”.
No entanto, cada um tem seu tempo de lidar com cada acontecimento em suas vidas. Cada ser humano tem seu ritmo, seu limite, seu passo a passo. E não podemos nós, que estamos totalmente fora da situação querer apressar o rumo dos acontecimentos. “Existe tempo para cada propósito abaixo do céu”. Existe o nosso tempo e o tempo de Deus – KAIRÓS. Se entregamos os acontecimentos de nossas vidas ao nosso tempo (ou ao tempo do mundo), estes se desenvolverão de uma forma. Por outro lado, se os entregarmos a Deus, tudo se desenvolverá da forma que Ele quer, na hora que Ele quer. Não podemos apressar o ritmo das coisas. Somente o Soberano mantém o controle da situação de forma satisfatória. Somente Ele é o Senhor de nossas vidas e o Único que nos pode conceder os dons espirituais necessários a realização das atividades de nossas vidas e ao nosso crescimento espiritual e pessoal.
O ato do perdoar está ligado à questão espiritual e não humana. Somos humanos demais para entender e querer resolver assuntos deste tipo com nosso próprio entendimento, dizendo o que o outro deve ou tem que fazer ou se comportar para perdoar ou ser perdoado. Somos humanos demais para querer ser exemplo, quando deixamos a questão espiritual a parte. É o Espírito Santo que nos dá sabedoria, discernimento, bom conselho, temor de Deus e todos os dons necessários a nossa vivência plena no colo de Jesus, estando no mundo, mas não pertencendo a ele.
Ninguém pode chegar e dizer: “Vai lá, dê o primeiro passo, fale com a pessoa, peça perdão. Esse é o dever do Cristão.” Principalmente quando se está fora da situação. Adianta alguma coisa pedir perdão se não perdoou? Ou, por quê pedir perdão, se quem foi ofendido ou denegrido foi um de nós? Precisamos necessariamente ficar andando atrás de quem nos fez ou nos faz mal? Mais: de quem deseja o nosso mal triunfo? Precisamos necessariamente voltar a falar com alguém que não falamos quando esta atitude é meramente humana? Não somos santos. Porém, buscamos a santidade, a conversão de forma diária e até o último minuto de nossas vidas. Ninguém pode dizer: “Estou convertido!” Pois é uma atividade pra vida toda. Assim sendo, acredito eu que o ato de perdoar, que sei é um dos atos mais difíceis para a maioria dos cristãos é uma conversão, é uma atividade que envolve muitas coisas, dentre elas, a oração – a mais importante de todas. A oração pela conversão da pessoa e pela continuidade da nossa, se estamos neste caminho. A mesma exige paciência, reflexão, renúncias, penitências. Porém, se chegamos a grandeza de perdoar, se for esta a questão, isto não significa que precisamos necessariamente ficar grudados na pessoa ou voltar a falar com ela.
Por exemplo: Eu posso perdoar a pessoa, mas posso não querer voltar a falar com ela, porque pode envolver a questão da confiança abalada ou acabada, a qual não é impossível de ser recuperada, mas dificílima. O Senhor diz: “Põe sua confiança em mim e não no homem”. Eu posso também não perdoar a pessoa e continuar a falar com ela! O que é mais salutar para o espírito?
Perdoar não é voltar a falar com a pessoa que tivemos o desentendimento. Repito, uma pessoa pode voltar a falar com alguém e não ter perdoado, como pode não querer falar mais (a confiança foi quebrada) e perdoar!
O perdão tem a ver com o espiritual e não com a nossa humanidade, nosso modo de agir humanamente e somente.
Outro exemplo: se uma pessoa mata um filho de alguém, o fato do pai perdoar o assassino não quer dizer que este possa se livrar da prisão! Nem obriga o pai a conviver com o assassino! Perdão envolve o espiritual!
Se a confiança é quebrada esta não pode ser restabelecida de uma hora para outra, esta tem que ser reconquistada! Embora eu sei e creio que para Deus nada é impossível, acho dificílimo restabelecer uma confiança quebrada.
Outro ponto: o Senhor diz ao apóstolos: “Vá pelas cidades e não levem nem bolsa, nem chinelos, nem duas túnicas. Não aceitem dinheiro pelo caminho. Quando chegarem a uma casa, digam PAZ A ESTA CASA. Se aceitarem, entrem, comam e bebam o que lhes oferecerem. Se não aceitarem, saiam dalí e sacudam a poeira dos pés. E a Paz voltará a vocês.”
Mas o que este ensinamento tem a ver com o tema ora abordado?
Quero dizer que desejo o bem a quem me fez ou me deseja mal e se esta pessoa não aceitar, voltará para mim todo o bem desejado. Porém, não irei ficar correndo atrás dessa pessoa e não sou obrigada a conviver com ela, ficar de papinho como se nada tivesse acontecido. Eu irei procurar fazer o bem a quem aceitar. Porém, como eu creio no poder da oração, jamais deixarei de pedir a conversão desta pessoa.
Gostaria de terminar, dizendo que procuramos ser humildes em nossos posts, pois temos muito a aprender. Porém, os membros deste blog são pessoas que buscam a conversão diária, através do Cristo e de seus ensinamentos e através de estudos que nos são fornecidos ou que buscamos através de variadas fontes e de nossa vivência diária.
Portanto, não aceitamos que nos digam que o que escrevemos aqui não condiz com nossa vivência diária, principalmente se não nos conhecem ou não conhecem nosso modo de vida, nossa espiritualidade e nosso convívio com Deus, que é o Único que nos sonda e nos conhece. Jamais publicaríamos algo que não condiz com nossa realidade, pois apesar de sermos humanos demais para compreender e entender muitas coisas sobrenaturais, estamos no colo de Jesus e Ele nos diz o que devemos fazer e dizer ao seu tempo e não no nosso. Seguimos o Cristo e não os homens.
Porém, estamos sempre abertos a questionamentos sobre o assunto publicado, desde que não denigram a imagem dos autores do blog, virtualmente ou pessoalmente.
Obrigada.